sexta-feira, 4 de julho de 2014

Uma Teologia dos Salmos


O livro de Salmos testemunha a revelação vibrante que existia entre Deus de Israel e o seu antigo povo do concerto. Mas se diferem do restante do Antigo Testamento, pois em vez de ser a palavra direta de Deus para o povo, contém as expressões de fé em Deus e as reações à auto-revelação de Deus em palavras e ações. Mesmo em sentido indireto, as orações e hinos oferecidos a Deus também são a palavra de Deus para os homens.

O tema central do livro de Salmos é a realeza de Deus. Muitos descrevem Deus como Juiz justo, Pastor atencioso, Guerreiro poderoso e Suserano do concerto, os quais eram funções ou papéis dos reis no antigo mundo do Oriente Próximo.

Os Salmos régios esboçam claramente as obrigações e responsabilidades mais essenciais do rei dravídico, que era promover a retidão e a justiça na terra por meio de exemplo e ação através da obediência a Deus. O rei ideal é aquele que promove a justiça na terra, defendendo a causa dos aflitos, fracos e necessitados. SALMO 72

Estes Salmos são também são classificados como messiânicos. Os Salmos régios descrevem que o ideal de um rei dravídico justo e temente a Deus nunca foi completamente atingido no Antigo Israel. O ideal dravídico foi completa e cabalmente cumprido em Jesus. LUCAS 24:44

Os Salmos régios, por sua natureza literária, não são proféticos e não devemos entender como predições diretas do reinado messiânico de Jesus, mas em sentido indireto. O autor do livro afirma que os Salmos régios mostram o fundo histórico do Antigo Israel e não o futuro reinado de Cristo. Ao mesmo tempo, o ideal expresso como um todo no Salmo se realiza em Jesus, e não em um mero rei humano. Por isso que se pode intitular como Salmo messiânico, porque somente durante o reinado milenar de Cristo é que Israel e as nações desfrutarão de paz e prosperidade para as quais os autores dos Salmos almejaram.


AS FUNÇÕES RÉGIAS DE DEUS

Apresentado como:
ü  Juiz universal
ü  Juiz de Israel
ü  Protetor dos servos justos

JUIZ: uma das principais responsabilidades dos reis no antigo mundo do Oriente Próximo era preservar a ordem e a justiça. Os reis também eram responsáveis em ajudar os elementos fracos e destituídos da sociedade (viúvas, órfãos e os pobres). Muitos Salmos descrevem o Senhor como juiz régio que preserva a ordem e executa a justiça ao longo do reino universal. SALMO 97:2 / 99:4

Infelizmente, a realidade conflita com essas afirmações hínicas da justiça de Deus, pois ao longo da história temos mais exemplos de injustiça e opressão cruel.

Desta forma, temos que considerar que apesar do tom universal dos hinos, eles derivam de um contexto israelita em que o envolvimento de Deus na vida do povo do concerto era exclusivamente revelador e pessoal (os hinos são “endereçados aos servos do Senhor”).

Neste aspecto, Deus é aquele que preserva a ordem e a justiça no mundo e defende a causa dos necessitados e oprimidos, embora este retrato conflite com a dura realidade de um mundo povoado de homens maus.
Ter Deus como rei justo foi uma espada de dois gumes para Israel. Deus executava justiça através do povo do concerto, protegendo-o dos opressores hostis. Mas quando Israel se rebelava contra a vontade de Deus, ele era forçado a julgar disciplinarmente o povo. SALMO 81

No papel de juiz, Deus também protegia os indivíduos justos na comunidade. Este conflito entre o bem e o mal é desempenhado dramaticamente neste livro. Sendo caracterizado pelas orações dos justos. Na visão mundial dos salmistas, havia somente duas categorias de homens – os justos e os injustos. SALMO 37

Vale ressaltar que os salmistas não estavam expressando índole vingativa. Mas essas expressões comprovam a confiança dos salmistas no justo caráter de Deus.


Teologia do Antigo Testamento
Roy B.Zuck

terça-feira, 24 de junho de 2014

He loves everyone!





"Deus é bom, Deus é bom, e Ele ama a todos
Sim, eu digo que Deus é amor, Deus é amor, e Ele ama a todos"

Tiago Iorc - Um Dia Após o Outro

Sobre o tempo...

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."

Eclesiastes 3