O livro de Salmos testemunha a revelação vibrante que existia
entre Deus de Israel e o seu antigo povo do concerto. Mas se diferem do
restante do Antigo Testamento, pois em vez de ser a palavra direta de Deus para
o povo, contém as expressões de fé em Deus e as reações à auto-revelação de
Deus em palavras e ações. Mesmo em sentido indireto, as orações e hinos
oferecidos a Deus também são a palavra de Deus para os homens.
O tema central do livro
de Salmos é a realeza de Deus. Muitos descrevem Deus como Juiz justo, Pastor
atencioso, Guerreiro poderoso e Suserano do concerto, os quais eram funções ou
papéis dos reis no antigo mundo do Oriente Próximo.
Os Salmos régios
esboçam claramente as obrigações e responsabilidades mais essenciais do rei
dravídico, que era promover a retidão e a justiça na terra por meio de exemplo
e ação através da obediência a Deus. O rei ideal é aquele que promove a justiça
na terra, defendendo a causa dos aflitos, fracos e necessitados. SALMO 72
Estes Salmos são também
são classificados como messiânicos. Os Salmos régios descrevem que o ideal de
um rei dravídico justo e temente a Deus nunca foi completamente atingido no
Antigo Israel. O ideal dravídico foi completa e cabalmente cumprido em Jesus. LUCAS
24:44
Os Salmos régios, por
sua natureza literária, não são proféticos e não devemos entender como
predições diretas do reinado messiânico de Jesus, mas em sentido indireto. O
autor do livro afirma que os Salmos régios mostram o fundo histórico do Antigo
Israel e não o futuro reinado de Cristo. Ao mesmo tempo, o ideal expresso como
um todo no Salmo se realiza em Jesus, e não em um mero rei humano. Por isso que
se pode intitular como Salmo messiânico, porque somente durante o reinado
milenar de Cristo é que Israel e as nações desfrutarão de paz e prosperidade
para as quais os autores dos Salmos almejaram.
AS
FUNÇÕES RÉGIAS DE DEUS
Apresentado como:
ü Juiz
universal
ü Juiz
de Israel
ü Protetor
dos servos justos
JUIZ: uma das
principais responsabilidades dos reis no antigo mundo do Oriente Próximo era
preservar a ordem e a justiça. Os reis também eram responsáveis em ajudar os
elementos fracos e destituídos da sociedade (viúvas, órfãos e os pobres).
Muitos Salmos descrevem o Senhor como juiz régio que preserva a ordem e executa
a justiça ao longo do reino universal. SALMO 97:2 / 99:4
Infelizmente, a
realidade conflita com essas afirmações hínicas da justiça de Deus, pois ao
longo da história temos mais exemplos de injustiça e opressão cruel.
Desta forma, temos que
considerar que apesar do tom universal dos hinos, eles derivam de um contexto
israelita em que o envolvimento de Deus na vida do povo do concerto era
exclusivamente revelador e pessoal (os hinos são “endereçados aos servos do
Senhor”).
Neste aspecto, Deus é
aquele que preserva a ordem e a justiça no mundo e defende a causa dos
necessitados e oprimidos, embora este retrato conflite com a dura realidade de
um mundo povoado de homens maus.
Ter Deus como rei justo
foi uma espada de dois gumes para Israel. Deus executava justiça através do
povo do concerto, protegendo-o dos opressores hostis. Mas quando Israel se
rebelava contra a vontade de Deus, ele era forçado a julgar disciplinarmente o
povo. SALMO
81
No papel de juiz, Deus
também protegia os indivíduos justos na comunidade. Este conflito entre o bem e
o mal é desempenhado dramaticamente neste livro. Sendo caracterizado pelas
orações dos justos. Na visão mundial dos salmistas, havia somente duas
categorias de homens – os justos e os injustos. SALMO 37
Vale ressaltar que os
salmistas não estavam expressando índole vingativa. Mas essas expressões
comprovam a confiança dos salmistas no justo caráter de Deus.
Teologia do
Antigo Testamento
Roy B.Zuck